Comer pimenta pode ajudá-lo a viver mais?

Pessoas que comem pimentas podem ser mais propensas a ter vidas mais longas, sugere um novo estudo. Neste estudo, os pesquisadores descobriram que comer pimentas está associado a um risco 12% menor de morte, particularmente causadas por problemas cardíacos ou AVCs; o estudo durou 19 anos. No entanto, alguns especialistas afirmam que os resultados devem ser vistos com cautela.


Não está claro “se comer pimenta é o que faz com que os resultados sejam assim, ou se as pessoas que comem pimentas são simplesmente mais propensas a desenvolver comportamentos saudáveis”, disse Keith Ayoob, nutricionista e professor da Albert Einstein College of Medicine em Nova York, que não participou do estudo.

Existem muitas razões para incluir pimentão na sua dieta, como por exemplo seus diversos nutrientes e antioxidantes. No entanto, o estudo sugeriu apenas que pimentas podem ajudar a viver mais; são necessárias mais pesquisas para mostrar se pessoas que comem pimentas são menos propensas a morrer durante o período de estudo.


“Nós realmente não podemos provar os resultados”, disse Ayoob.
No estudo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 16.000 adultos que participaram do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 1988 e 1994. NHANES é uma pesquisa anual realizada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, que recolhe informações sobre hábitos de saúde e alimentares dos estadunidenses.

 A pesquisa incluiu uma pergunta sobre se os participantes haviam comido pimenta no mês anterior (os participantes foram instruídos a não incluir pimenta vermelha moída). Todos os participantes que indicaram ter comido qualquer quantidade de pimenta no mês passado foram considerados “consumidores de pimenta”.


Os pesquisadores descobriram que após um período de acompanhamento de quase 19 anos, 22% das pessoas que relataram comer pimenta morreram, enquanto houve 34% de mortes entre os que relataram não comer pimenta. Os resultados foram publicados em janeiro na revista PLoS ONE.
Os pesquisadores realizaram análises diferentes sobre seus dados, levando em conta fatores como os níveis educacionais dos participantes, etnias, dietas e estilos de vida. Depois que eles ajustaram estes fatores, os resultados ainda mostraram que as pessoas que comiam pimentas tinham “menor risco de morrer” durante o estudo do que aqueles que não consumiram pimentas.


O estudo teve várias limitações, observaram os pesquisadores. Por exemplo, os participantes relataram seus hábitos alimentares apenas quando responderam o questionário do NHANES pela primeira vez, e é possível que seus hábitos alimentares tenham mudado ao longo do período de acompanhamento. Além disso, os participantes podem ter respondido incorretamente sobre sua dieta ou interpretado “hot chili peppers” (pimenta, em inglês) de forma diferente na pesquisa.
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